Saiba como chegar, onde comer, clima e principais passeios para deixar a sua viagem à Chapada Diamantina totalmente descomplicada e ainda mais incrível!

A Chapada Diamantina é famosa por seus atrativos naturais, que garantem aos visitantes uma extensa lista de atividades relacionadas ao ecoturismo e ao turismo de aventura. Ou seja, aqui já é possível notar que a viagem para a Chapada Diamantina é para os amantes de paisagens exuberantes e de adrenalina! 

Mas nem sempre seus recursos naturais foram valorizados e protegidos. Esse paraíso já passou por algumas eras de extração: primeiro, teve como grande produto o gado e o café e, depois, passou pelo ciclo do ouro e do diamante, sendo que este último deu origem ao seu nome. 

Foi apenas no final do século 20 que a região se viu livre da extração desenfreada, quando o turismo se transformou em uma alternativa econômica sólida e, assim, foi criado o Parque Nacional da Chapada Diamantina, que abrange as cidades de Lençóis, Andaraí, Palmeiras, Ibicoara e Mucugê, 

Hoje, a Chapada Diamantina – Bahia é procurada por turistas que querem conhecer suas belezas intocadas ao mesmo tempo em que têm o objetivo de se desconectar da poluição, estresse e toda a rotina vivida nas selvas de pedra.  

Se você tem pensado em fazer isso o quanto antes, esse destino pode ser o ideal! Confira mais detalhes, começando por onde fica a Chapada Diamantina e encerrando com lugares para incluir no roteiro – Chapada Diamantina. 

Onde fica a Chapada Diamantina 

A Chapada Diamantina está localizada no interior da Bahia e tem uma área com mais de 35 mil km². E, apesar de ter trechos de cinco municípios, o principal ponto de partida para chegar ao parque é por Lençóis. 

Como chegar à Chapada Diamantina 

Dica de como chegar à Chapada Diamantina

Há três formas de chegar à Chapada Diamantina: avião, carro ou ônibus. 

Para fazer essa viagem de avião, é preciso sair de Salvador – os voos operados para a Chapada Diamantina são feitos pela Azul. Embora seja rápido, a contrapartida é o valor mais alto. 

Já de carro e ônibus, a referência é Lençóis. Portanto, o trajeto consiste em sair de Salvador e ir para esse município, o que dura cerca de 7 horas. E os valores são bem mais em conta do que a passagem de avião! Portanto, fica a dica para quem quer economizar na viagem para Chapada Diamantina

Clima na Chapada Diamantina 

Onde fica e como chegar, OK! Agora, vamos a um fator determinante para que a experiência aconteça segundo as suas expectativas: o clima. 

O clima predominante no parque é o Tropical, sendo que há duas estações principais: quente e úmida e seca com temperaturas mais amenas. A primeira está compreendida entre os meses de novembro a março, enquanto a segunda acontece de maio a setembro. 

Mas então qual mês escolher para viajar para Chapada Diamantina? Ambos têm seus prós e contras. Abaixo, você tem acesso a algumas informações para colocar na balança e decidir a melhor data para você. 

Verão e inverno na Chapada Diamantina

Como é o verão e inverno na Chapada Diamantina

De novembro a março é a vez do verão chegar ao parque, com temperaturas máximas que superam os 30ºC e muitas chuvas, o que faz com que o nível das águas das cachoeiras aumente – em alguns casos, isso é ótimo porque as cores de verde se intensificam, assim como as corredeiras, já em outros pode tornar certas trilhas traiçoeiras pelos trechos escorregadios. 

Entre maio e setembro, quando o inverno chega, a Chapada Diamantina experimenta novas condições climáticas: em algumas regiões, as temperaturas podem chegar a 10ºC. Mas muita calma, pois as máximas favorecem as trilhas longas ao ar livre, que podem ser muito cansativas sob o Sol de rachar o coco do verão baiano. 

O ponto baixo dessa época é que algumas cachoeiras ficam com menos água, perdendo um pouco do encanto, e aquele mergulho refrescante se torna questão de honra (e de muita disposição devido ao gelo que água pode estar).  

Outro ponto que influencia na experiência é a quantidade de pessoas que está no destino, o que é denominado de alta e baixa temporada (é como passar o ano novo na praia já sabendo que estará lotada). Férias e feriados prolongados, a exemplo do Carnaval, e o Festival de Lençóis, que ocorre no dia 12 de outubro, e agosto (férias e outros países) são exemplos de meses de alta temporada. 

Portanto, se quer uma viagem mais tranquila e com valores atrativos, tente visitar esse destino fora desses períodos e datas comemorativas. 

Onde comer na Chapada Diamantina

Dicas de onde comer e beber na Chapada Diamantina
Foto meramente ilustrativa

Primeiro, é bom ter conhecimento sobre alguns itens que são coringas na culinária local, como o cortado de palma (espécie de cacto misturado a temperos), palmito de jaca (ideal para os vegetarianos e veganos), godó de banana (se está pensando que é doce, errou, pois é feito também com carne de sol), entre outros. 

Mais um ponto de atenção é: se de dia você fará trilhas e passeios, é imprescindível falar com a agência para saber se haverá restaurante no local ou se será fornecido lanche e se for apenas com o guia, prepare a sua refeição com os insumos dos estabelecimentos de onde estiver hospedado. 

Agora, vamos aos restaurantes que devem constar no seu roteiro para Chapada Diamantina

Lampião Culinária Nordestina

Esse restaurante da Chapada Diamantina te conquistará com os pratos feitos a partir de técnicas gastronômicas refinadas e dos ingredientes nordestinos. 

Para a entrada, há opções, como: bruschetta de pão de macaxeira com tomates, queijo coalho e pesto de coentro e salada com rúcula, alface, tomate, castanha de caju, laranja, redução de balsâmico e gergelim.

Se a vontade já está grande, fique atento a alguns dos pratos principais. Filé mignon com purê de banana da terra e gengibre, combinada às cebolas caramelizadas no melaço; posta de salmão servido com molho de manga picante, acompanhado de arroz de coco e cubos de abóbora na manteiga de garrafa com especiarias; ravioli de abóbora assada coberto com um maravilhoso ragu de costela bovina são exemplos das maravilhas servidas! 

E as sobremesas são tão deliciosas quanto. Algumas delas são banana assada com sorvete de creme e coco, calda de chocolate, açúcar mascavo e canela ou um sorvete com sabor do nordeste, à base de frutas sazonais. 

Maria Bonita

Com tantos passeios que demandam atividades físicas e ainda mais feitas sob o Sol nordestino, o turista pode sentir aquela fome. Para saciá-la que tal um bom prato de macarrão bem feito? 

É nisso que o Maria Bonita é especializado: fetucines, espaguetes, lasanhas e tagliatelle com variados molhos e acompanhamentos, tendo alternativas com frutos do mar, ingredientes regionais e os vegetarianos. Conclusão: o Maria Bonita é para todos os gostos!

E para a sobremesa, uma dica é o semifredo de chocolate meio amargo com castanha de caju assada. O semifredo é uma espécie de massa macia e bem geladinha, se assimilando a um sorvete. Delícia, hein? 

Quilombola

Quilombola
Foto meramente ilustrativa

Se tem um cardápio a la Bahia é o do restaurante Quilombola, cujos pratos salgados têm como grandes protagonistas itens da gastronomia local: godo de banana, uma opção reforçada (ensopado com 3 tipos de carnes e banana d’água-verde, que fica muito bem acompanhado com arroz e salada), escondidinho de carne de sol, moqueca mista de peixe com camarão e outros.

Experimente! 

Agora, se você também é apaixonado por cervejas e outras bebidas alcóolicas, a Chapada Diamantina também traz boas opções de estabelecimentos com foco em drinks!

Cervejaria Sincorá 

Música ao vivo e mais de 10 opções de cervejas, a combinação ideal para uma noite quente em Lençóis – Chapada, não é? 

Cervejaria Chapada 

Entre as opções oferecidas na Chapada, estão a Witbier, Tropical Stout, American Pale Ale (APA), India Pale Ale (IPA), entre outras. 

Para completar, o estabelecimento é simples, contribuindo para uma experiência ao ar livre, nas mesinhas que ficam do lado de fora.

Fazendinha e Tal

Nesse estabelecimento, as cachaças artesanais e batidas são as grandes estrelas! Aprecie combinando com aperitivos. 

Passeios da Chapada Diamantina 

Passeios da Chapada Diamantina

Depois de saber onde comer e beber, é hora de saber o que fazer na Chapada Diamantina, lembrando que os seus principais atrativos turísticos são as belezas naturais provenientes da Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. 

Morro do Pai Inácio 

Esse é o local que dá vida a um dos principais cartões-postais da Chapada Diamantina e não é para menos. A formação rochosa imponente e coberta de verde é, certamente, uma das obras de arte da mãe natureza. 

Para o visitante que está diante desse monumento, pode parecer impossível subir até o topo, porém, leva cerca de 25 minutos e há uma escadaria para facilitar o trajeto. E cada passo vale a pena! A vista do Morro do Inácio proporciona uma paisagem única, que merece muitos e muitos registros fotográficos.  

Desse ponto de referência, também podem ser contemplados outros morros, como o Três Irmãos, Morrão e do Camelo. 

Por todos esses bons motivos, ele é o primeiro passeio em Chapada Diamantina a ser apresentado!

Grutas na Chapada Diamantina

Para começo de conversa, você sabe o que é uma gruta? É uma formação natural em grandes proporções de rochas que permitem o acesso das pessoas, podendo conter nelas uma quantidade de água, formando um cenário ainda mais bonito. 

E se antes você nem sabia o que era, ao visitar Chapada Diamantina, você entrará em grutas e verá todo seu encanto de perto! Exemplos disso são: Gruta Torrinha, Gruta da Fumaça Gruta Lapa Doce, Gruta dos Brejões, Gruta Azul, Poço Azul, Poço Encantando e outros. 

“Ok, mas quais são os mais bonitos ou diferentes?” Essa é a pergunta-chave para deixar o seu roteiro para Chapada Diamantina mais assertivo, embora todos esses lugares tenham as suas peculiaridades! O nosso top 4 de grutas é:

Gruta Azul/ Gruta da Pratinha

Gruta azul na Chapada Diamantina

Ambas são acessadas pela Fazenda da Pratinha e se complementam. Enquanto na Gruta Azul o objetivo é captar a beleza estonteante formada pelas rochas e águas cristalinas – a incidência da luz solar pode refletir um coração na água –, na da Pratinha, o turista finalmente terá a oportunidade de entrar nas águas – poderá optar por fazer a flutuação no rio, passando pela gruta, ou simplesmente mergulhar.

Gruta Lapa Doce

À primeira vista, as formações e pedregulhos pendentes da gruta podem parecer ossos. Bem exótico, hein? Mas a verdade é que esta é uma caverna calcária, que faz parte de uma série de outras, completando 20 km de extensão. 

Gruta dos Brejões 

Parece um dos cenários de Indiana Jones, porém é a realidade! Com altares e espaços que recebiam oferendas, essa gruta é na verdade uma das partes de um sítio arqueológico, ou seja, espaço em que são preservados os seus traços originais por serem evidências de fatos históricos. 

Gruta da Fumaça

Essa está na lista por ter um acesso mais prático e ser menor, ideal para viajantes com crianças ou idosos. As tonalidades e formas geométricas são suas características mais chamativas! Aprecie.  

Cachoeiras da Chapada Diamantina

Dicas de Cachoeiras na Chapada Diamantina

Como já foi dito anteriormente, uma dica para não sofrer tanto com o Sol escaldante da Bahia, é se refrescar tanto com bebidas quanto com mergulhos em paisagens paradisíacas, sempre levando em consideração o cuidado com os locais desconhecidos. 

E para saber quais são as melhores cachoeiras, também separamos uma breve lista: 

Mixila – Lençóis

Com cerca de 80 metros de altura, essa cachoeira desperta fortes emoções, pois além da queda d’água em si, ela reserva muito verde e pedras sobrepostas que garantem ótimas fotos da aventura! 

Ferro Doido – Morro do Chapéu

A cachoeira é quase um bioma completo, ainda mais esta que reúne quatro quedas d’água, provenientes de um cânion com aproximadamente 100 metros. É uma imagem de tirar o fôlego! 

Fumacinha – Mucugê:

Cachoeira da Fumacinha na Chapada Diamantina

Os paredões imponentes combinados à queda d’água fazem com que qualquer um perceba a grandeza da natureza perante o ser humano. Outro diferencial é que a trilha para chegar à Fumacinha ainda tem o diferencial de passar por outras paisagens deslumbrantes, entre poços e cachoeiras. 

Cidade de Lençóis 

Lençóis pode ser considerada a principal porta de entrada para a incrível Chapada Diamantina e, apesar de muitos pensarem que apenas dormirão em um dos hotéis da cidade – inclusive, a estrutura da rede hoteleira é ótima –, na verdade, também poderão desfrutar do turismo interno. 

Fundada no século 19, a cidadezinha ainda preserva as características originais das construções, o que dá um charme especial, sobretudo à noite, quando as ruas são tomadas por cantores e mesinhas de bares. Aliás, o clima é muito gostoso para sentar diante de uma delas, pedir um drink e curtir o momento. 

Quanto aos pontos turísticos de Lençóis, a dica é visitar as igrejas (Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora do Rosário), o mercado da cidade e a Pracinha do Coreto, onde estão a Prefeitura, da Câmara Municipal e outras estruturas da administração pública.  

Pantanal de Marimbus (Andaraí – BA) 

A essência desse passeio é o momento pleno de contemplação e relaxamento. Distante de toda a adrenalina proporcionada pelas trilhas e outras práticas, a exemplo do rapel, o Pantanal de Marimbus convida o turista para uma experiência multissensorial. 

O trajeto é feito de canoa, ao ritmo das águas tranquilas das lagoas, e passa pela vegetação aquática que coloque o ambiente, bem como é possível avistar aves e admirar o reflexo da paisagem nas águas cristalinas e inertes. 

Feche os olhos, deixe-se levar pelas águas e o vento leve tocar seu rosto. Ah, e não esqueça da máquina ou celular para registrar esse momento! 

Trilhas e esportes radicais na Chapada Diamantina

esportes radicais na Chapada Diamantina

É verdade que as trilhas e trekking (caminhada por longas distâncias) podem ser consideradas o esporte mais praticado na Chapada Diamantina – Bahia, visto que até sem saber os visitantes fazem para chegar a um determinado ponto. Mas as atividades não se restringem a elas, indo além até do que você imagina! 

Se a sua vibe é velocidade e não tem medo de altura, a opção perfeita para você é a tirolesa que, na Chapada, pode ser combinada à água dos lagos! Experimente saltar no Rio da Pratinha ou no Poço do Diabo. 

Está precisando de algo diferente e emocionante? Aposte no arvorismo, oferecido em Andaraí. São 7 metros de altura e 7 obstáculos que dialogam com as imponentes árvores. Mas não se preocupe, pois o trajeto é feito com segurança e é indicado inclusive para iniciantes. 

Agora sim, é o momento da surpresa: pratique Stand Up Paddle e faça caminhadas a cavalo na Chapada Diamantina! 

O SUP pode ser realizado nas águas calmas e cheias de vida do pantanal de Marimbus, enquanto o trajeto a cavalo é contemplado por Lençóis (entre os principais destinos estão o Rio Capivara e o Roncador), sendo que tanto os turistas que nunca andaram até os que são especialistas em cavalgados podem se divertir! 

Escalada e rapel também se destacam no cenário cheio de grandes montanhas, propícias para tais esportes. A gruta do Lapão, por exemplo, oferece 45 metros de descida (rapel) e leva o aventureiro ao poço do Diabo. 

Já no caso da escalada o lugar é para profissionais, literalmente, pois sedia competições, como o Igatu Boulder, e reúne as condições ideias para os mais variados estilos do esporte: esportivo, tradicional e o boulder. 

Galeria Arte e Memória (Igatu – BA)

Mais uma alternativa às práticas radicais, a Galeria de Arte e Memória de Igatu expõe suas obras de arte da forma tradicional em salas e ao ar livre. Além da caminha agradável entre as esculturas e quadros, o local conta com um café e creperia. 

Quer programa mais leve do que esse? 

Museu Vivo do Garimpo (Mucugê – BA) 

Agora, se acha que está faltando um passeio voltado para a história local, essa dica é para você! 

No Museu Vivo do Garimpo, há a adaptação de um verdadeiro local de garimpo, que foi restaurado, e traz as ferramentas usadas para extrair diamantes e até mesmo as próprias pedras brilhantes e réplicas. 

Para guiar o visitante pela história, o Museu Vido do Garimpo também transmite informações sobre as relíquias por meios de quadros com textos explicativos. 

Cemitério Bizantino 

Para entender a importância e o impacto da construção desse cemitério, é importante ter em mente que ele foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). E, por mais macabro que pareça, essa visita leva a uma paisagem que remete à calma.

Os mausoléus na cor branca, hoje, já são inerentes à formação rochosa na qual foram instaladas e foram construídos devido à uma epidemia de cólera que assolou a região no século 19. 

E você amou esse destino, por que não tentar paisagens únicas, aventura e história em dobro com a casadinha Chapada DiamantinaChapada dos Veadeiros? Parece loucura, não é? Mas para quem curte o ecoturismo, conexão intensa com a natureza e fotos maravilhosas, é uma excelente pedida! 

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